7 de fevereiro de 2010

Anónimo

Neste grande filme de há quase 20 anos, um gang de assaltantes usa máscaras de ex-presidentes dos EUA para se camuflarem. Lembrei-me do filme outra vez nos últimos vários meses, porque parece que adoram pôr-me desvairado a tentar perceber quem é que me manda mensagens para o telemóvel com números que não conheço. É verdade que eu estraguei o meu telemóvel e agora ando com um bastante mais antigo, e como tal perdi imensos números e não tenho memória suficiente para registar todos, nem tenho memória de cabeça para saber tantos números de cor. Mas quando tento saber quem é (sim, porque eu respondo) metem-se em jogos de gato e rato e não me dizem quem são.
Ok, reconheço: fico louco com a curiosidade, e ela ainda não me matou mas já me moeu muito.
Não entendo por que razão fazem isso.
O mesmo se aplica às pessoas que comentam os posts aqui no blog como anónimas.
Se tento saber quem são é porque à partida se têm o meu número, sabem o meu nome e o meu blog, eu as respeito e as considero. Mas descurto mesmo que acabem por não dizer quem são...

Xiça, parece que têm medo de alguma coisa ... Ou será que o prazer de me ver de cabeça trocada é assim tão grande? Raios!

5 de fevereiro de 2010

Quatro curtinhas e uma mais comprida

Li algures que uma das maneiras de alguém limpar a cabeça e se tornar mais leve é ir deitando coisas fora. Por outras palavras, não deixar acumular coisas ao longo do tempo em gavetas, armários, prateleiras... coisas que de certeza que não vão ser usadas novamente, ou que não são recordações assim tão importantes.
É claro que para quem como eu guardou imensa coisa desde há bastantes anos a esta parte, o processo se torna lento e trabalhoso, porque envolve uma triagem das coisas que quero guardar. Desta vez decidi não ser tão picuinhas e tentar deitar fora o máximo de coisas possível. Para variar, ter espaço disponível para guardar coisas novas é uma boa sensação.
Então, neste processo, fui encontrando algumas coisas engraçadas...


Desenho da minha amiga Let de há tempos atrás, referindo a minha alergia a gatos... ela só tem três! Acho que foi feito em Aljezur, mas não tenho a certeza... eu estava sempre a beber coca-colas.


Novo desenho da Let, sobre uma queda que dei, de bicicleta, enquanto tentava carregar com dois sacos de pinhas e caruma de pinheiro (para acender a fogueira para o jantar), uma em cada mão. Feri uma mão toda. Na altura ainda nem andava em medicina, mas fiz um desbridamento da palma da mão com um canivete ferrugento. Estava traçado o meu destino...

Sem comentários, excepto um: só o usei para tirar a carta.


Já publiquei esta tira aqui no blog há bastante tempo atrás. Mas resulta sempre, pelo menos para mim. Quanto mais "crescido" fico, mais me apetece às vezes responder assim a determinadas pessoas ... Aliás, uma das coisas em que tenho orgulho - e vem certamente com a idade - é o facto de não papar grupos.
*
Tenho notado, desde que comecei a trabalhar, que há uma coisa que está diferente. Quando estava nos estágios ou nas aulas na faculdade, as pessoas, em especial as raparigas, não opinavam tanto sobre o aspecto umas das outras, pelo menos abertamente e à frente da pessoa. É claro que sempre houve muito corte e costura, mas habitualmente os comentários eram refundidos, e embora toda a gente falasse sobre toda a gente, poupava-se o visado.
Agora não é assim. Raro é o dia em que meto os pés no local de trabalho e não há uma colega, uma enfermeira, uma administrativa, ou uma auxiliar de acção médica, que não comente sobre qualquer coisa. Ou é o meu casaco que é giro, ou é o meu casaco que tem pêlos do meu cão. Ou são os meus ténis que são coloridos e alegres, ou são os meus ténis que são tão amarelos na parte de trás que até ofuscam e de certeza que os comprei para que ninguém me atropele a atravessar a rua. Ou é porque não corto a barba ou é porque a cortei - normalmente dizem "ficavas tão mais giro se ...", mas já aconteceu o contrário, reconheço (há que fazer justiça para não parecer convencido nem falso modesto, o que é um equilíbrio difícil de gerir). A última foi sobre o cabelo. Uma das minhas colegas, quando viu o corte de cabelo que fiz (e ela até tinha sido avisada por mim que tinha cortado...) fez uma cara como se estivesse a ver o Cavaco pela primeira vez a comer bolo rei. Mais tarde lá disse que me dava um ar mais respeitável. Ou seja, parecia um mendigo antes.
Gosto de ver que as pessoas têm opiniões e gostam de socializar umas com as outras. Mas... e aqui tenho que sublinhar isto, dada a frequência relativa dos comentários por parte de elementos do género feminino atingir os 100%, a verdade é que desde que comecei a trabalhar que ELAS não conseguem estar caladas. Não percebo. Mas para que é tanto comentário? Não podemos falar do sporting que levou 5 batatinhas? Ou de como foi o fim de semana passado, ou quais os planos para o próximo? Há tantas coisas para comentar que não passam pela maneira de vestir ou pelas opções estéticas de apresentação do outro. É claro que às vezes elogio uma rapariga, se achar que realmente é merecido, não será mal interpretado, e que é sincero. Ora... é raríssimo que estas três premissas coexistam quando alguém se dirige a mim com uma observação.
Ainda por cima, quando são rapazes, nunca comentam. Sabem, nós conseguimos estar calados em várias situações em que isso é vantajoso. Às vezes menos é mais, e elas não conseguem perceber o conceito.
Quanto a mim... bem, já não respondo. Encolho os ombros e falo sobre outra coisa qualquer.

4 de fevereiro de 2010

Playground love

I'm a high school lover, and you're my favorite flavor.

Love is all, all my soul.

You're my Playground Love.

Yet my hands are shaking

I feel my body remains, time's no matter, I'm on fire.

On the playground, love.

You're the piece of gold the flashes on my soul.

Extra time, on the ground.

You're my Playground Love.

Anytime, anywhere,

You're my Playground Love.

Sem mais, para já ... 3 (reloaded)

Aqui vos deixo a versão não manuscrita do que escrevi. Não tinha imaginado que a minha letra seria tão difícil de perceber, mas são capazes de ter razão. Foi tudo escrito freneticamente... normalmente tenho mais cuidado. As minhas desculpas!

"... e cada vez mais as pessoas se vêem umas às outras como troféus outrora conquistados, que revisitam em dias cinzentos em busca de ânimo, conforto, querendo um pouco de alento para os egos danificados por gotas de chuva perdidas. Sem pensar um pouco em como ficam os outros em causa, aproximam-se com pés de lã e sorriso pacífico, e como quem não quer a coisa já estão a estimular em busca de bajulação... declarações de amor perdido... lamentos de uma coisa que já foi ... ou simplesmente um pouco de atenção. O tom magoado das vítimas é música para os seus ouvidos, pois só prova que os troféus se mantêm na mesma prateleira onde foram colocados, à espera que se lhes retire o pó.

Volta não volta chove, e lá vão sofregamente à vitrine procurar uma teta que já tenha recuperado um pouco das feridas da mamada anterior. E lá a deixarão depois, não sei antes deixar nas feridas abertas um pouco de flor de sal, à laia de troco pelo bem estar cobardemente arrancado.
É uma estupidez que se repete todos os dias em algum ponto da Civilização, em que as pessoas compensam os golpes sofridos num mundo supercompetitivo e superpovoado desferindo outros golpes em outras pessoas e assim sucessivamente, numa tentativa de se sentirem bem... não bem com elas mesmas, pois que não há tempo para pensar nelas; nem bem com os outros, pois que sofrem de uns e magoam outros, num comboio interminável que morde a própria cauda. Apenas... BEM.

Já estive dos dois lados e conheço-os melhor, muito melhor, do que queria e alguma vez supus nos meus dias maus chuvosos. E nos dos outros, já agora.

Minha dor, minha culpa, minha dor, minha culpa.
Quid pro quo pro quid ...
Não quero. E por isso não brinco mais.

Até que algo me convença de que há excepções à regra.".

3 de fevereiro de 2010

It's raining again




Oh, it's raining again
Oh no, my love's at an end.
Oh no, it's raining again
and you know it's hard to pretend.
Oh no, it's raining again
Too bad I'm losing a friend.
Oh no, it's raining again
Oh, will my heart never mend.

You're old enough some people say
To read the signs and walk away.
It's only time that heals the pain
And makes the sun come out again.
It's raining again
Oh no, my love's at an end.
Oh no, it's raining again
Too bad I'm losing a friend.

La, la, la, ...

C'mon you little fighter
No need to get uptighter
C'mon you little fighter
And get back up again.

It's raining again
Oh no, my love's at an end.
Oh no, it's raining again
Too bad I'm losing a friend.
Oh!Oh!

La, la, la, ...

C'mon you little fighter
No need to get uptighter
C'mon you little fighter
And get back up again
Oh, get back up again
Oh, fill your heart again ...

(It's raining, it's pouring)
(The old man is snoring)
(He went to bed and bumped his head)
(And he couldn't get up in the
morning)

Sem mais, para já ... 3

27 de janeiro de 2010

Just breathe


Did I say that I need you?


Oh, Did I say that I want you?


Oh, if I didn’t now I’m a fool you see...


No one know this more than me.



Música que me acompanha no rádio do carro todas as manhãs. Lá estarei no Alive para os ver.


*


Nunca mais falei da votação sobre a cor do STPmobile v3.0, mas foi por demais óbvio que as escolhas recairam preferencialmente sobre o Azul Barents. Lamento, mas não foi essa a cor escolhida por mim. Já deviam saber que nunca vou pela maioria e sou teimoso como tudo! Tenho de comprar uma camisa para fazer pandam. Agora é esperar por Março, já que me afiançaram que estão a fazer o carro com alumínio retirado das minas lunares, e o vidro é feito com areia das praias da Costa Rica, daí terem estendido a data de entrega...


*


STP, a Diva. Noite de diversão @ BA

22 de janeiro de 2010

Carta aberta para ti


Gostava de poder dividir com uma faca esse sofrimento e ajudar a sentir metade dele, porque estou mais habituado do que tu. Queria transformar os teus dias em meio horríveis ao dizer-te que sei o que estás a passar. Também eu já vagueei por essas horas fora com um nó na garganta e por esses locais de todos os dias como um cão envenenado pelo dono, como se o ar não entrasse no peito por mais que a boca o sugue com suspiros, e uma facada invadisse a barriga por cada vez que o pensamento teimasse em invadir aquele quarto escuro de recordações.
Sim, também já me aconteceu e por isso tudo o que eu queria era que não te acontecesse a ti também. Esgatanhei durante muito tempo as paredes do poço em que caí em busca de uma saída rápida que não existe.Depois, percebi que era mergulhando mais fundo na água salobra que descobriria um caminho. Não é fácil, está frio e escuro, e vários perigos se escondem. Nesse caminho nem sempre se tomam as opções mais acertadas - e não será essa a essência desse caminho? - porque no desespero de nos sentirmos bem vamos a correr chocar contra qualquer coisa que brilhe um pouco mais do que um basalto. E quase nada do que brilha é ouro, muito menos no mundo agitado de memórias.Se eu pudesse, descrevia-te o processo e desenhava-te um mapa do percurso que fiz. Poupava-te tempo e podias arrepiar caminho. Mas não posso, porque também ando à procura dele outra vez, e porque... bem, porque seria sempre o meu caminho, e não o teu.Certo é que vais andar durante muito tempo. Durante tanto tempo que até te vais esquecer e lembrar e tornar a esquecer para recordar outra vez onde estavas antes de caires no buraco, e a respectiva queda.E irás entretanto comparar cada coisa e pessoa que encontrares as que viste nos nos dias luminosos que viveste outrora, e perderás oportunidades que nunca perderias se fosses a pessoa que eras antes.

Vais odiar-te por isso.
Mas um dia, de um momento para o outro, sem que nada o faça esperar, vais sentir uma calma estranha. Virás à superfície, e não te garanto que o sol brilhe como antes, mas estará uma temperatura agradável, não choverá, e sentir-te-ás em paz contigo.Gostava de te transportar para esse dia com um abraço. E queria mesmo alertar-te para os perigos do tempo que passa e se confirma como o melhor photoshop que existe. Transforma o menos mau do passado no melhor que poderia acontecer-te no futuro, e nunca é assim que as coisas funcionam. É preciso tirar esses fotofilmes da cabeça e gravar novos, com outros temas, outras pessoas, outros locais, com o coração que tens agora e não com aquele que tinhas antes, porque ninguém te vai devolver o que ofereceste por muito que ambos queiram. Por isso, não desejes ter a tua vida toda de volta de repente. Mas, peço-te, não te convenças de que estás perante um nó górdio - impossível de desatar.
Como disseste um dia - e quase todas as pessoas no mundo desenvolvido devem ter dito isso um dia, perdoa-me a sinceridade - estas coisas fazem morrer dentro de nós alguma coisa. Fazem perder a esperança na natureza humana, no amor puro, nos contos de fadas, no para sempre e no nunca, na inexistência de impossíveis. Em troca, recebes medo, desventura, incapacidade de acreditar, desconfiança por mais que queiras confiar, desapego por mais que te queiras dedicar.
Lembras-te? A pior coisa que pode acontecer é a tua felicidade depender de outra pessoa. Talvez seja verdade, não o sei. Já acreditei e desacreditei e tornei a acreditar e tornei a desacreditar nisso. Não te posso ajudar com a resposta, talvez por ter escolhido ser agnóstico em relação ao amor. Na verdade, talvez tudo mude, talvez nada seja para sempre e só nos reste aproveitar enquanto a chama vive, e não nos arrependermos de cada vez que ela se apague mesmo que a protejamos com as mãos das brisas que sopram. O preço a pagar é o risco de morrer mais um bocado de cada vez que decidires fazê-lo.
Utiliza agora toda a coragem e força que mostraste antes, e usa-as todas para ti, não apenas metade. Fá-lo por ti. É a tua melhor opção, ainda que tivesses outras.
Sim, virás à superficie. Respirarás de alívio novamente, e nem será de alívio porque quando o fizeres em paz não será uma coisa brusca, como no acordar de um sonho mau. Viverás confortável na maior parte do tempo, e cada vez mais de quando em quando, em dias de chuva, lembrar-te-ás do que agora te destruiu por breves momentos, com uma tristeza bonita e controlada, sim, mas sem angústia.
E aí saberás que tens a tua vida de volta.
Já me aconteceu. Já lá cheguei uma vez, com batota ou sem ela, com tudo o que me custou e todo o tempo que demorei. E chegarei novamente, e sempre contigo por perto, portanto tu também. E isso to escrevo, to digo, to prometo e garanto.
E eu, como agora, estarei contigo para ficar também feliz com a tua reconquista.