23 de novembro de 2023

Teatro

 


   Fui ao Villaret ver o "Amor, quero beijar mais pessoas".
  Não vou escrever sobre o tema, mas a peça está engraçada. E foi uma orgia tão grande que perdi lá a chave do carro.
   Por isso subi a rua e fiquei ali na esquina do Monumental a dizer adeus aos carros que passavam. A ver se me davam boleia para casa.



    
    

Não há fome que não dê em fartura! - 02

 

Acho que me quiseram dar uma gandá'dica!

22 de novembro de 2023

Mulheres: respect!

 


Não foi há muito tempo

 

    Comecei a noite com estas estrondosas batatas que já são para mim uma instituição, e um not-so-guilty pleasure. São boas para armazenar calorias para sobreviver ao inverno.

      Noutra era sabia-me capaz de chegar aos sítios sem me perder no Bairro Alto, contando que fosse à noite e depois de um par de copos. Foi bom ter dito isso à minha companhia e ter conseguido cumprir. É como andar de bicicleta.

    Vim dar ao Clandestino certinho direitinho. E disse-lhe: "vais ver que aí no balcão vais encontrar um senhor careca".

      Infelizmente não encontrei o senhor Careca. Não que fosse amigo dele ou que ele se lembrasse de mim. Quero dizer, talvez em tempos ele se lembrasse da minha cara. É que desde miúdo, desde que comecei a ir sair ao Bairro Alto, este senhor estava ao balcão deste bar.

     E eu disse: "bem, isto deve ter acontecido recentemente. Não foi há muito tempo que vim aqui e ainda o vi".

       Depois perguntámos ao barman que nos disse que tinha falecido há 8 anos.

Isto é uma cena um bocadinho à Interstellar.


    Tenho carinho por este bar e por boas memórias de muitos momentos aqui passados. E por estas paredes, porque cheguei a escrever em algumas mas já não me lembro onde.

     Deixo aqui uma música que ouvi aqui várias vezes (espero que ao sábado continuem com música como deve ser; é que ainda não cheguei ao ponto de gostar de Bon Jovi).


20 de novembro de 2023

Campistas Ciclistas III (?)

 

    Chico, bora ali ao Algarve outra vez?

Falou e disse - 15

     (Ela queria andar de bicicleta sem as rodinhas, e portanto fomos à procura de um capacete na Decathlon).

    A minha filha - Mas eu já vim a esta loja, é só de roupas!

    STP - Está bem, vamos só procurar o capacete.

    A minha filha - Olha ali skates, vamos ver!

    STP - Está bem, podes ir ver...

    A minha filha - Podíamos comprar um skate, o que achas?

    STP - O pai já não anda de skate há muito tempo...

    A minha filha - Então compramos para mim!

    STP - ...

    STP - Mas eles são muito grandes para ti!

    A minha filha - Este aqui não parece muito grande!




    STP - (fuck...) anda lá ver os capacetes, vá.

    (escolhemos um capacete)

    A minha filha - Já temos um capacete. Agora só falta o skate!

    STP - Filha, o pai não te vai comprar um skate agora. Tens que falar também com a tua mãe sobre isso.

    A minha filha - Podemos-lhe telefonar agora. Eu falo com ela!

    STP - Olha, agora vamos procurar uma mantinha polar, que está frio.

    A minha filha - Está bem, agora não, mas depois de comprarmos a mantinha podemos comprar o skate?

    STP - ...

    (no corredor das mantinhas)

    STP - Olha, esta é quentinha, vês?

    A minha filha - Pai, podíamos estar a ver coisas muito mais fixes. Como um skate...

    

19 de novembro de 2023

Falou e disse - 14

 


A minha filha - Aqui estamos nós os dois a ver as estrelas e os planetas com uma máquina que se chama “coloscópio” para espreitar! E aqui está um meteorito a cair e tu estás a tentar apanhá-lo e depois queimas-te todo! (gargalhada a gozar).

18 de novembro de 2023

Falou e disse - 13

     (Vinha a subir as escadas atrás dela até ao terceiro andar, com 500 sacos nas mãos com compras e tralha).

    STP - Anda lá que o pai está carregado!

    A minha filha - Isto é uma corrida e eu vou ganhar!

    (Já cá em cima)

    A minha filha - Pai, não importa ganhar ou perder. O importante é que estamos cansados.

Falou e disse - 12

(No meio do hipermercado, andava ela a correr entre os carrinhos de compras com uma amiga, a jogar à apanhada).

A minha filha - (muito alto, agarrada à minha cintura, a fugir da amiga) Sabes, o meu pai bate-me e depois eu bato-lhe a seguir (e desata a rir).

Pais da outra criança, casal de velhinhos, operadora de caixa, tudo a olhar para mim.

STP - Diz isso muitas vezes em voz alta, e depois logo me dizes como é que isso correu para ti!