24 de fevereiro de 2009
Slumdog millionaire
23 de fevereiro de 2009
Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida
A principio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vaza
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
Só porque me apeteceu ...
15 de fevereiro de 2009
Falou e disse - 05
Vera - tou com uma vontadinha de ir trabalhar amanhã...
stp - fdx, e eu? é como uma tira da BD da mafalda, que aparece o filipe a sonhar, na cama, que houve um fogo na escola, e era o gajo tipo a aproximar-se da escola e ela em ruínas, com bombeiros lá ... e o gajo a voltar para casa...Vera - lool era fixe... HSM em chamas ...
stp - epá, também n desejo esse mal
Vera - sim..coitados dos doentes...
stp - desejo é férias... ardentemente... epá... bazar para o calor... assim sem mais nem menos... pegar no ordenado de fevereiro... e bazar... pá... arranjar um emprego fora daqui... out! bora?
Vera - BORA
stp - pá... acho que nos ia salvar a vida.... salvar vidas na praia... "ah e tal, afogou-se, posto médico da praia"
Vera - lolol era em grande... olha uma gravida a parir em pleno areal...
stp - tavas lá tu para ajudar! e eu... cosia feridas... e prescrevia augmentins!
Vera - ya!!
stp - "ah e tal foi picado por um peixe aranha"
Vera - xixi pra cima!
stp - eu podia ser feliz.
Vera - tb eu..
28 de janeiro de 2009
Crónica de Banco
Já ontem, na enfermaria (homens), saía um cheirinho da copa a chouriço assado e a farinheira. E já passava da hora do almoço, portanto senti aquela dorzinha de fome no estômago. Tendo em conta que o aroma tomou conta do corredor da enfermaria e das salas todas onde estão os doentes internados à espera de ser operados à vesícula; tendo em conta que provavelmente muitos deles terão esse problema precisamente porque abusaram comó caraças dos enchidos; e tendo em conta que às vezes a vesícula começa a doer só com o cheiro a gordura e colesterol... acho que estamos perante uma oportunidade única.
Proponho uma feira dos enchidos do pingo doce na enfermaria de cirurgia do HSM, e também podemos mandar vir uma delegação de Paços de Ferreira, capital do móvel, com vários carpinteiros de berbequim em punho, para ensinarem os doentes do SO da urgência do HSM a montar móveis...
Ok, estão aqui não sei quantos enfermeiros a ver o que estou a escrever, atrás de mim e por cima do meu ombro. É melhor ficar por aqui, senão ainda me tiram sangue.
26 de janeiro de 2009
Pensa lá bem...
É difícil pensar naquilo que é o mais fácil que é o sentir Sentir sem pensar sem te perguntar a ti mas sim por ti Sem te perguntar por mim em ti ou a mim por quanto de mim és tu É fácil sentir Encontrar-te sempre numa sala cheia é pisar uma agulha com o pé descalço num palheiro Não é pensar que há de lá estar É o que resta quando a lixívia lava as dores os temores e os perigos Só tu sabes só eu sei o que sentes o que sinto desde que paremos para não pensar Desde que paremos para sentir duas vezes Uma vez e outra vez Outrora e agora Já.

22 de janeiro de 2009
Marcou-se então uma festa de anos, em que os convidados igualaram as velas que se sopram no bolo. Família, amigos, clientes e outros. Juntou-se família desavinda e outra que não se conhecia, amigos de longa data e clientes com os quais todos os dias falamos. E outros. Não há dúvida que todos têm admiração por este homem, que chega ao setenta e decide mudar de vida. Foi capaz de impor uma meta, de decidir o seu caminho e aos setenta anos, presente que está de capacidades, decidiu por uma vida de disfrute e descanso. Podem pensar, é legítimo, que ao pagar o repasto temos quantos conseguimos contar à nossa mesa. Estes são os outros.
O almoço nunca tinha hora certa, e aquele não começou à hora. Porque mudar agora? Estavam todos os que lá deviam estar, incluindo os outros. Passo a parte do comeu-se e bebeu-se nesta frase. Os filhos brindam os setenta anos do pai com um filme, montado desde há duas noites antes, onde a vida do pai é desvendada, e passam setenta anos em doze minutos. Fica o gesto. Muitas lágrimas comovidas, e comovidas manifestações que obrigaram à colocação de comprimidos milagrosos debaixo da língua. Os empregados colocam no centro da sala uma mesa onde se vão pondo todas as prendas de aniversário, um monte! O aniversariante abre-as uma à uma, lendo carinhosas palavras em cada postal acompanhante de prenda. A cada uma que é aberta, o respectivo doador, vem até junto do septagenário, é giro não é? E dá te jeito... Sim, sim, dá, muito obrigado. Após a sexta garrafa de wisky decidiu-se não mais abrir prendas paralelipítidicas.
Acabou a festa, vamos andando que os senhores querem fechar, ainda têm de fazer os jantares. Fotografias na era digital, a praga que não explica o só mais uma, engrossando os discos de computadores, e poupando os papéis às árvores. Ficou bem, cortaste os pés, não apanhaste o nome do restaurante.
- Vai mesmo deixar de trabalhar?
- Porque te admiras?
Faço a cara de óbvio. Nem me passa pela cabeça dizer que passou uma vida a trabalhar, sempre com uma actividade e energia incriveis, está agora com um negócio pujante, habituado que está a estar sempre na rua e sempre no “laréu”, não o consigo a imaginar sem actividade!
-Agora vou adando uma maozita aqui e ali. Mas quero ver se passeio mais, e ter tempo para ler, aprender a andar de cavalo, essas coisas.
Aceno que sim. Continuo sem perceber. Não fez nenhum esforço para me convencer, mas também não me pareceu que fossem aqueles planos verdadeiros.
20 de janeiro de 2009
Idiossincrasia 02
"O Hospital de Santa Maria está em lenta necrose" - aspecto do tecto da casa de banho de uma enfermaria" Claro está que estas células terão aprendido a cooperar, e a "perceber" que, funcionando juntas, podiam aumentar a sua chance de sobrevivência, reprodução, e longevidade (individual e específica). Na verdade elas não perceberam nada. Simplesmente algumas delas fizeram-no por acaso, e foram seleccionadas para passar da fase de grupos, por assim dizer.
Quando tive Biologia no 12º ano, uma das coisas mais interessantes que aprendi (e que ainda hoje recordo) foi a teoria que explica a razão pela qual os insectos não terão atingido tamanhos enormes, tal como o conseguiram mais tarde os mamíferos. É um facto que este grupo de animais domina desde há muito o mundo, em termos de número global, e também de número de espécies, colonizando todos os ambientes possíveis. Então, por que razão não teriam conseguido evoluir no sentido de atingir grandes dimensões?A resposta está no sistema circulatório e respiratório comparativamente simples destes seres. Segundo julgamos saber, o facto de disporem apenas de um conjunto de vasos rudimentares, e de um esboço de mecanismo de bomba, faz com que os nutrientes e o oxigénio obtidos a partir do exterior apenas possam ser transportados a velocidades relativamente baixas, e apenas por distâncias reduzidas. Como sabemos, as células todas dependem destes suprimentos. É fácil compreender porque é que, então, os insectos não conseguiram crescer mais, e porque é que outros animais, como os cordados (répteis, mamíferos, etc) conseguiram ficar gigantescos em alguns casos. No entanto, não se deixem enganar. O tamanho não importa (does it?). Os dinossauros e alguns dos animais mais brutais de sempre já não habitam o nosso planeta. Quer-me parecer que não terá sido só por causa do calhau que terá caído na terra.
São é um pouco endiabradas, porque só querem é multiplicar-se, não morrem à taxa habitual das outras "normais", e ainda por cima desenvolvem mecanismos para evitar o sistema imunitário da pessoa (ou do animal) que serve de hospedeiro. Para além disso, induzem também a formação de novos vasos, de forma anárquica, para o próprio tumor. Ou seja, para crescer, precisam de um suprimento aumentado de sangue que lhes faça a comidinha e o oxigénio, e que lhes leve o saco do lixo.
As coisas correm mal (para o tumor) quando o crescimento é desproporcional ao suprimento. Aliás, tal acontece com qualquer tecido. Ou porque as necessidades aumentaram, ou porque o débito sanguíneo diminuiu. Então, o tumor entra em necrose, e parte das células morre.
Já vi várias vezes o que acontece a alguns doentes com insuficiências arteriais dos vasos dos membros inferiores. A necrose não é bonita. Não cheira bem. E muitas vezes conduz a amputações ...
A questão principal é que, para qualquer organismo funcionar, é necessário que as células possam comunicar entre si em tempo útil, e desempenhar as suas funções adequadamente e em harmonia.
Estou há ainda não 3 semanas no hospital de santa maria, e já percebi que é um organismo gigantesco. Mesmo as pessoas que trabalham lá há anos não conhecem o hospital todo, e não sabem dar indicações a quem delas possa precisar.Mas a impossibilidade de dar indicações não é o maior problema. É que os serviços, seja o de medicina, o de cirurgia, os recursos humanos, a lavandaria, etc... precisam de comunicar umas com as outras para tudo funcionar a tempo.
Percebi que existem alguns pequenos factores que fazem com que o trabalho de cada pessoa dali, que poderia ser feito em muito menos tempo, gastanto muito menos energia e paciência
(e dinheiro, porque não dizê-lo, já que as administrações hospitalares tanto falam nisso), acabe por ocupar um horário inteiro, e até mais do que isso.
Um desses factores é o facto de o hospital, por si só, ser muito grande. Qualquer deslocação ali demora sempre algum tempo, os corredores são grandes, muitas vezes atulhados com pessoas a tentar fazer o seu trabalho, com caixas, caixotes, carros de comida, macas, etc. Mas a coisa fica muitíssimo pior quando nos damos conta de que os elevadores não funcionam. Já não basta o tempo que se perde a perceber qual é o elevador certo para nos levar ao sítio certo, mas também
há o grande problema de o elevador não parar no nosso piso porque não lhe apeteceu. Para cúmulo, às vezes a meio do caminho, algum funcionário quer transportar uma maca com um doente, e quando as portas abrem, simplesmente diz: SAIR!, com cara de poucos amigos. Às vezes até é um cadáver que está a ser transportado. E lá temos todos que sair num piso que não queremos.
E depois são 9 pisos. A espera é penosa, e portanto quem pode opta por ir a pé pelas escadas. Mais gasto de tempo.
São 22 escadas por piso. Fora a energia que se gasta. Para tornar engraçado o percurso, meteram lá uns gajos com uns martelos e uns pincéis, em cima dos andaimes, de maneira que temos de nos esgueirar nas escadas para não sujar as batas, ou para evitar aos senhores um acidente de trabalho - e mais trabalho para nós, no fundo. Não estou a brincar. É um risco real. É tão provável que aconteça dadas as condições, que até me admira que nenhum tipo que venha a subir as escadas com sono não tenha ainda dado ali um encontrão.
Não estou a queixar-me, já que até faço algum exercício assim. Mas simplesmente não me parece eficaz. Alguém está à espera para ter alta e ir embora do hospital, e sou eu que estou a demorar isso, porque sou eu que levo o papel na mão.
Os doentes precisam de ser transportados para fazer exames, e demoram muito mais tempo por causa disso. Tudo demora muito mais tempo por causa disso.
Outro factor importante é que, nas enfermarias, os recursos logísticos não estão nunca imediatamente disponíveis, havendo sempre qualquer coisa que falha. Sim, o doente está pronto para ir para casa, sim, já cá estão os bombeiros para transportarem o doente. O problema é que a impressora não funciona, e portanto não se pode imprimir a nota de alta.
Mais: normalmente as impressoras estão longe do computador de onde foi mandada a ordem de imprimir. Chegamos à impressora, não está lá nada impresso. Humm... desta vez falta papel.
Onde está o papel, Sra. Enfermeira? ... Humm... Sra. Enfermeira?, Ai! Não sei... Doutor! Procure!
Isto leva-nos a outro problema. A capacidade de comunicação e a falta de paciência, de entreajuda e de educação de boa parte das pessoas que ali trabalham. Também aqui se perde muito tempo... muito tempo precioso. É por isso que me rebolo a rir quando em algumas reuniões de serviço me falam em trabalho de equipa, e a importância de uma equipa multidisciplinar bla bla bla Bull shit!!! Acho que nem me passavam um bocado de fita cola para a mão se um doente estivesse a sangrar de uma carótida!
Talvez este tipo de aprendizagem seja como quando nos mandavam ir ao dicionário quando eramos pequenos e não sabíamos o que queria dizer alguma palavra. Não interessa que o doente fique mais 3 horas à espera, o que importa é que tu aprendas - PARA SEMPRE - onde está o papel para pôr na impressora.Nem é preciso referir que o papel das impressoras devia ser como o papel higiénico nas nossas casas de banho. Quem acaba, mete um rolo novo ...
Na semana passada, levei 4 canetas diferentes para o serviço. Pediram-mas todas emprestadas (todas as pessoas eram médicas, by the way), nenhuma foi devolvida. Quando toda a gente foi almoçar e me apareceu um doente que precisava de tirar sangue com urgência para análises, eu tive de preencher algumas requisições à mão. E caneta? Não havia. Procurei pela enfermaria inteira, e não descobri uma única caneta. É inacreditável ... em minha casa dou um pontapé num móvel e caem 3 canetas. Eu, o baldas, aquele que nunca tem material, aquele que pede mas devolve, teve que ir pedir à única pessoa que ali estava na altura, que era uma enfermeira, para, por favor, pretty please with sugar on top, se dignasse a emprestar-me a sua pena literária durante 2 minutos, que era para eu usar mesmo à sua frente. Ela olhou para mim, rosnou-me, e emprestou-me a caneta muito a contragosto.
Podia falar muitíssimo mais de problemas logísticos, porque a dificuldade está na escolha. No entanto não o farei, porque não vos quero maçar, e porque a esta altura devem estar a pensar qualquer coisa como "Olha, este tipo deve achar que está a contar alguma coisa única no mundo". Não tenho essa pretensão. Estou apenas a tentar explicar que uma coisa grande é feita sempre de coisas mais pequeninas, e que os pequenos defeitos dessas coisas pequeninas geram defeitos
gigantescos na coisa grande. É como um efeito-borboleta...
Como as coisas funcionam assim, por dependermos uns dos outros, tudo funciona mais lentamente, e as pessoas perdem a paciência e viram-se para si próprias e para o que têm de fazer, tornando-se o mais independentes que podem, por um lado, e jogando a maior quantidade de trabalho que podem para cima dos outros, por outro.
Se eu sempre pensei que é preciso estar-se um pouco morto para se trabalhar num hospital, sendo ou não médico, agora tenho a certeza. Isto porque, a meu ver, o hospital reúne o pior de dois mundos: não só é o sítio onde as pessoas estão doentes, tristes, e morrem, mas é também o sítio que acumula os males presentes em tantas e tantas empresas e organizações do país, com destaque para a função pública.
Eu reconheço que não conheço a realidade da saúde lá fora, e envergonho-me por estar a falar nisto sem conhecimento global de causa. Mas há coisas que não me fazem sentido ...
Não é que eu seja brutalmente produtivo por natureza, workoholic, porque não sou. Tenho pouca energia, sou um gajo cansado e tal ... e que precisa mesmo de motivação para fazer as coisas. Quando a tenho, então supero-me. Mas de cada vez que tento fazer uma coisa correctamente e bem - seja ela qual for - esbarro sempre no sistema. E aí, vou perdendo a minha boa vontade, o meu sorriso, a minha simpatia, a minha boa educação, a forma calorosa como falo com os meus iguais.
O hospital de santa maria é tão grande, mas tão grande, que está em necrose. Não é que as coisas não se vão fazendo, mas tudo podia ser muito melhor, tanto para os doentes como para as pessoas que lá trabalham.
Após esta exposição chatíssima, a minha pergunta é: será que vale a pena concentrar grande parte dos hospitais de Lisboa no novíssimo, e avançadíssimo, etc íssimo, Hospital de todos os Santos?
19 de janeiro de 2009
Mas que merda é esta?
Vim eu aqui, pacatamente, em busca de alguma nova pérola de literatura urdida por um dos muy valorosos colaboradores deste blog, quando detecto entre posts a imagem publicitária acima postada.
12 de janeiro de 2009
Idiossincrasia

Os arrumadores de carros agitam jornais de ontem, publicitando lugares que não são deles a quem já estiver cansado de procurar. Das suas bocas saem outros vapores. Por enquanto.
enquanto giravam ainda na orla de um remoínho que por ordem de um funil gigante as acabou depois por engarrafar,
implacavelmente, nas suas vidinhas com rótulo de rotina, de onde poucos saem vivos para contar. Quanto a mim, já ouço o gorgolejar do estreitamento, antes de cair na boca do Sarlacc.
Porque estou ali? Fiz algumas coisas certas por motivos errados, e algumas coisas erradas por motivos certos. Seja como for, agora não é importante. Tornei-me um homem. E agora, o que faço com ele?
O quê?
2 de janeiro de 2009
Falou e disse - 04
Vera - pensava q em sta maria era uma rebaldaria...q ninguem tava a pôr o dedo...
stp - pois, epá foi o que me disseram, que segunda iamos fazer o n sei quê registo biométrico
Vera - ah, ya... é mais uma desculpa pa nao trabalharem uns minutinhos
stp - mas o que é que faz a acetona ?
Vera - epa...acho q estraga o leitor
Vera - era isso e outra cena q eu ja nao me lembro
Vera - podes sempre usar um martelo...
stp - ou uma bazuca
Vera - ou uma bomba nuclear...
stp - ou desligar os quadros de electricidade e estragar os geradores auxiliares
stp - tipo à Jerico
Vera - lá em sta maria sim